terça-feira, 1 de abril de 2014

Biografia de São José de Anchieta.

PatronoJosé de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534 em Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha. Em 1551 ingressou na Companhia de Jesus, em Portugal e dois anos depois embarcou com destino ao Brasil, na comitiva de Duarte da Costa - segundo Governador Geral - para catequizar os índios. 
Em 25 de janeiro de 1554 fundou, com o Pe. Manoel da Nóbrega, um colégio em Piratininga; aos poucos se formou um povoado ao redor do colégio, batizado por José de Anchieta, de São Paulo.
Foi mandado para São Vicente para catequizar os índios e com eles aprendeu a língua Tupi. Além de instruir os índios, Padre José de Anchieta foi professor dos noviços que entravam para a Companhia de Jesus no Brasil. Viveu em São Paulo, Rio de Janeiro e Espirito Santo. Em 1595 escreveu Arte da gramática da língua mais usada na costa do Brasil, a primeira gramática do Tupi - Guarani. 
Escreveu diversas poesias, cartas e autos. A poesia de José Anchieta é marcada por conceitos morais, espirituais e pedagógicos. Compôs primeiro em sua língua materna, o castelhano, e em latim e posteriormente traduziu para o português e para o tupi. Faleceu em 9 de junho de 1597 no Espirito Santo. 
Algumas Obras: De beata virgine dei matre Maria, Sermão sobre a conversão de São Paulo, Cartas jesuíticas. 



Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal  São João Maria Vianney


No dia 2 de abril 2014, às 9 horas da manhã, conforme pede a CNBB, os sinos de todas as igrejas do Brasil repicarão em sinal de alegria, gratidão e comunhão, pois nesse dia o Santo Padre o Papa Francisco assina o decreto de canonização do Apóstolo do Brasil, isto é, inscreve no “cânon” (catálogo) dos santos o Padre José de Anchieta, agora São José de Anchieta.

 Tive a graça de assistir à sua beatificação, no dia 22 de junho de 1980, na Basílica Vaticana, feita pelo Santo Padre, o Beato João Paulo II, pois, na ocasião, estava em Roma como secretário de meu saudoso Bispo, Dom Antônio de Castro Mayer, então em visita ad limina.

O “Santo do Brasil” nasceu na verdade em Tenerife, no arquipélago espanhol das Canárias, em 19 de março de 1534. Tendo recebido uma primorosa educação cristã em sua família, foi enviado a estudar em Coimbra, onde dividia o seu tempo entre o estudo e a oração. Sentindo-se chamado por Deus para a vida consagrada e desejando levar a luz do Evangelho aos que não o conheciam, entrou, aos 17 anos, na Companhia de Jesus, sociedade religiosa missionária recém-fundada por Santo Inácio de Loyola. Deus o provou com uma grave doença, com fraqueza e dores em todo o corpo, durante dois anos. Os superiores decidiram enviá-lo ao Brasil, na esperança de que o bom clima da terra lhe fizesse bem. Providência divina! Partiu de Lisboa em 1553, com 19 anos de idade, acompanhando o novo Governador Geral do Brasil, Duarte da Costa, e alguns outros jesuítas.

Viveu aqui no Brasil dos 19 aos 63 anos, idade em que morreu, sendo ao longo desses 43 anos o verdadeiro “Apóstolo do Brasil”, participando da fundação de escolas, igrejas e cidades, liderando a catequese dos índios, aprendendo perfeitamente a língua deles e escrevendo a primeira gramática brasileira em tupi. É, junto com o Pe. Manuel da Nóbrega, o fundador da cidade de São Paulo, tendo estado também no Rio por ocasião da fundação da cidade, onde dirigiu o Colégio dos Jesuítas. Preparou alas da escola como enfermaria, criando a Santa Casa do Rio de Janeiro, sendo, além disso, diretor do Colégio dos Jesuítas em Vitória ES.

A pé ou de barco, Anchieta viajou pelo Brasil inaugurando missões, catequizando e instruindo os índios e colonos, consolidando assim o cristianismo e o sistema de ensino no país, fundando povoados, sendo assim o grande promotor da expansão e interiorização do país.

Anchieta lutou para que o Brasil não ficasse dividido entre portugueses e franceses. Quando, apoiados pelos franceses, os Tamoios se rebelaram contra os portugueses, Anchieta se ofereceu como refém, enquanto Manuel da Nóbrega negociava a paz. Ficou cinco meses no cativeiro, resistindo à tentação contra a sua castidade, pois os índios ofereciam mulheres aos prisioneiros. Para manter a virtude, Anchieta fez uma promessa a Nossa Senhora de que escreveria um poema em sua homenagem. Assim, tendo saído são e casto, escreveu na areia de Iperoig (hoje Ubatuba) os 4.172 versos do célebre “Poema da Virgem”, que, depois, transcreveu no papel.

Na dedicatória final do poema, Anchieta, cheio de humildade, exprime o seu desejo do martírio: “Eis os versos que outrora, ó Mãe Santíssima, te prometi em voto, vendo-me cercado de feros inimigos. Enquanto entre os Tamoios conjurados, pobre refém, tratava as suspiradas pazes, tua graça me acolheu em teu materno manto e teu véu me velou intactos corpo e alma. À inspiração do céu, eu muitas vezes desejei penar e cruelmente expirar em duros ferros. Mas sofreram merecida repulsa meus desejos: só a heróis compete tanta glória!”.

Mas Anchieta sofreu o martírio do apostolado e a dureza da evangelização na pobreza e no desconforto. Assim ele descreve, em agosto de 1554, em carta a Santo Inácio de Loyola, as instalações do Colégio de Piratininga, o embrião da cidade de São Paulo e do sistema educacional brasileiro: “De janeiro até o presente se fez ali uma pobre casinha feita de torrão e palhas com catorze passos de comprido e doze de largo, moravam bem apertados os irmãos. Ali tinham escola, enfermaria, dormitório, refeitório, cozinha e despensa... As camas eram redes, os cobertores o fogo. Para mesa usavam folhas de bananas em lugar de guardanapos... A comida vem dos índios, que nos dão alguma esmola de farinha e algumas vezes, raramente, alguns peixinhos do rio e, mais raramente ainda, alguma caça do mato... Todavia não invejamos as espaçosas habitações, pois Nosso Senhor Jesus Cristo dignou-se morrer na cruz por nós”.



Na oração dele, assim rezamos: “Senhor nosso Pai, através de São José de Anchieta, evangelizastes o nosso Brasil. Ele amou os pobres e sofredores, amenizando e curando seus males e foi solidário com os índios, ajudando-os a Vos conhecer e amar em sua própria língua e costumes. Neste momento, ó Pai querido, por intercessão do Beato Padre Anchieta, eu Vos peço..., fortalecido pela mediação de Nossa Senhora, que ele muito amou em sua vida. Amém”.

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